• Sandra Carvalho

Dança cósmica: uma estrela, um buraco negro e Einstein

A órbita incomum da estrela S2 é mais uma prova da teoria da relatividade.


Interpretação artística da órbita da estrela S2 na Via Láctea | Ilustração: L. Calçada/ESO

A estrela S2 e um buraco negro massivo, chamado de Sagitarius A*, protagonizam no centro da Via Láctea mais uma evidência de que as ideias do físico Albert Einstein estavam certas.


A estrela S2 orbita um buraco negro a 26 mil anos-luz do Sol. Trata-se do Sagitarius A*, um monstro cósmico com uma massa equivalente a 4 milhões de sóis. Não se trata de uma órbita comum, porque não está fixa no espaço.


A órbita da S2 foi observada e medida por quase 30 anos pelo telescópio VLT do Observatório Europeu do Sul (ESO). Assim, se pode constatar que a estrela se move como previa a teoria da relatividade de Einstein, na forma de uma roseta, e não de uma elipse, conforme determinava a teoria da gravidade de Newton.


Esse movimento de precessão, de mudança do eixo de rotação, previsto na teoria da relatividade, nunca tinha sido observado antes no caso de uma estrela orbitando um buraco negro. É um efeito bem conhecido, visto pela primeira vez na órbita de Mercúrio ao redor do Sol.



Veja mais: Queria ver como nasce um planeta? Agora está mais fácil


#AlbertEinstein #BuracoNegro #ESO #Espaço #Estrelas #Sol #Telescópios #TeoriadaRelatividade