• Sandra Carvalho

Desigualdade: a geografia da cor em São Paulo

Na média, 37% da população da cidade se identifica como preta ou parda.


Crianças brincam em piscina portátil
Crianças brincam no velho centrão de São Paulo | Foto: cc Bruno Fernandes/Flickr

Brasilândia, Guaianases, Cidade Tiradentes, Parelheiros, Jardim Ângela - nesses bairros, e em outros dez distritos de São Paulo, a maioria da população se identifica como preta ou parda. O recorde é do Jardim Ângela, onde o número bate em 60,1%.


No extremo oposto, fica Moema, onde a identificação de pretos e pardos cai para 5,8%. Em seis distritos de São Paulo (Alto de Pinheiros, Itaim Bibi, Jardim Paulista, Vila Mariana e Perdizes, além de Moema), esse percentual fica abaixo de 10%.


Conforme se avança para para a periferia e para bairros mais pobres, o percentual de brancos cai e o de negros e pardos sobe, sobretudo na região sul da cidade.


As estimativas são do Mapa da Desigualdade 2021, da organização Rede Nossa São Paulo (#RNSP), que usa os dados oficiais da cidade para fazer suas estimativas. No caso de cor/raça, os dados de base são do IBGE. Confira no mapa:


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