• Sandra Carvalho

Desmatamento no Mato Grosso, descarado e persistente

Só no ano passado, o Estado perdeu aproximadamente 1.700 km2 de florestas.


Operação contra crime ambiental na área de Aripuanã | Foto: Mayke Toscano/Secom do MT

A má fama do estado de Mato Grosso em desmatamento só é superada pelo Pará, o vilão número 1 em desflorestamento no Brasil. Também, pudera: segundo os dados do INPE, o Mato Grosso devastou perto de 1,7 mil km2 da Amazônia Legal em 2019, uma área maior do que a de toda a cidade de São Paulo.


De tempos em tempos, o estado faz ações contra os crimes ambientais, como a iniciada esta semana, a Operação Amazônia Arco Norte. Na foto, a equipe na região de Aripuanã, um dos alvos preferidos dos madeireiros e dos grandes proprietários rurais no estado (outro é a cidade de Colniza).


Em 2019, 156 km2 de floresta foram derrubados em Aripuanã. Em Colniza, caíram 196 km2, de acordo com os dados do Instituto Centro da Vida (ICV), divulgados pelo Globo.


Este ano, o estado de Mato Grosso já fez 20 operacões do tipo da Amazônia Arco Norte. Os resultados são bem limitados, como se pode ver pelo gráfico do Prodes, do INPE, projeto que monitora o desmatamento na Amazônia Legal com satélites.


Depois de uma queda acentuada entre 2004 e 2009, o desflorestamento matogrossense da Amazônia Legal se mantém num mesmo patamar, com pequenas movimentações para baixo e para cima.


Somando tudo ao longo dos anos, são 146 mil km2 de florestas perdidas - mais que todo o território da Grécia.


Gráfico: Prodes/INPE

Veja mais: Um roteiro de perdas na Mata Atlântica, com o desflorestamento


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