• Sandra Carvalho

Documentada: contaminação dos peixes do rio Doce

Com o desastre ambiental de Mariana, os metais pesados tomaram conta do estuário do rio.


Rio Doce: contaminação crônica pelos rejeitos da mineradora Samarco | Foto: cc Youjun Deng

O desastre ambiental de Mariana, provocado pelo rompimento de uma barragem da mineradora Samarco em 2015, ainda não terminou para o rio Doce, os peixes do rio e muitos moradores próximos, que dependiam dos peixes para subsistir.


Um estudo de pesquisadores da Rede Solos Bentos Rio Doce, com a participação de estudantes da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) acaba de revelar em detalhes como foi longe a contaminação dos peixes no estuário do rio, em Regência, Espírito Santo.


Os rejeitos de metais que desceram o rio em direção ao Atlântico se acumularam nos sedimentos do estuário. Em 2017, dois anos depois do desastre, ali os níveis de cádmio estavam 35.900% mais altos. Os de zinco, 2.119%. Os de chumbo, 2.031%, e os de cromo, 1.217%.


Os pesquisadores examinaram o fígado e os músculos de várias espécies de peixes, de bagres a tainhas. Os bagres foram mais afetados, com níveis de contaminação de zinco, cromo, cádmio, chumbo, mercúrio, arsênio e manganês tão altos que se tornaram impróprios para consumo humano.


A Rede Solos Bentos Rio Doce continua a monitorar o estuário a cada seis meses. Segundo a TV Gazeta, a última análise, divulgada na semana passada, mostra que vários metais pesados seguem contaminando o fígado e os músculos dos peixes: cádmio, zinco, chumbo e cromo.


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