• Sandra Carvalho

Dois metros de distância não evitam coronavírus ao ar livre

Cientistas do Chipre alertam que basta um vento leve para as gotículas irem mais longe.


Máscara: proteção adicional contra a infecção | Foto: cc0 Pille-Riin Priske/Unsplash

Dois pesquisadores da Universidade de Nicósia (UNIC), em Chipre, estudaram o comportamento das gotículas que transmitem o novo coronavírus e concluíram que a distância de 2 metros entre as pessoas não evita a contaminação em todos os casos.


Talib Dbouk e Dimitris Drikakis consideraram 2 metros suficientes apenas em ambientes em que não haja nenhum vento. Nessas circunstâncias, as gotículas de uma tosse ou um espirro de uma pessoa doente caem perto, levando cerca de 15 segundos para descer abaixo da cintura das pessoas adultas.


Ao ar livre, se há uma leve brisa de 4 km/h, os pesquisadores notaram, as gotículas podem ir até 6 metros de distância em 5 segundos. Com um vento de 15 km por hora, as gotículas podem chegar nos mesmos 6 metros, mas numa velocidade muito maior: em apenas 1,6 segundo.


Dbouk e Drikakis notaram que adultos baixinhos e crianças correm um risco maior de infecção se estiverem na rota das gotículas que caem em direção ao chão. O estudo foi publicado no jornal Physics of Fluids.


Veja duas de suas ilustrações, a primeira numa situação sem vento e a segunda com ventos de 4 e 15 km/h.

Veja mais: Tossiram a 2 metros? Problema à vista em época de coronavírus


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