• Sandra Carvalho

Drones viram aliados dos hipopótamos na África

Do alto, fica muito mais fácil monitorar a sobrevivência de hipopótamos vulneráveis.


Hipopótamo
Hipopótamo no Delta Okavongo, em Botsuana | Foto: Victoria Inman/UNSW

Hipopótamos (Hippopotamus amphibius) parecem muito simpáticos de longe, mas são bem agressivos de perto com humanos. Acompanhá-los à distância, através de drones, é muito mais seguro para as duas partes.


Os hipopótamos são animais difíceis de observar. De hábitos noturnos, preferem se movimentar e comer grama à noite, e se refrescar e dormir na água durante o dia.


Antes, se pensava que eles tinham parentesco com os porcos. Estudos mais recentes mostraram proximidade maior com as baleias.


Conhecidos como "cavalos dos rios", eles têm um corpão e tanto: chegam a pesar quase 4 toneladas - rivalizam com os rinocerontes para ser o segundo maior animal do mundo em terra, depois do elefante.


Caçados por sua carne e pelo marfim de seus dentes e presas (o marfim se parece com o dos elefantes) eles também têm de enfrentar o encolhimento de seus habitats na África subsaariana.


Com perigo em várias frentes, os hipopótamos se tornaram uma espécie vulnerável na Lista Vermelha da #IUCN. Suas populações declinam. Restam entre 115 mil e 130 mil animais no mundo, segundo o World Wildlife Fund (#WWF).


Por isso, monitorar as populações dos animais que restam é essencial. Cientistas da Universidade de Nova Gales do Sul (#UNSW), da Austrália, têm recorrido a drones com sucesso, com resultados semelhantes às difíceis contagens feitas por terra.


A área da pesquisa da UNSW é o Delta Okavango, no norte de #Botsuana. Os drones usados são de custo relativamente baixo - os Phantom 4, da fabricante #DJI, de Shenzhen, na China.


O monitoramento por ar, além de proteger os humanos, protege também os hipopótamos do contato humano direto.


O estudo da UNSW foi publicado no jornal PLOS ONE.