• Sandra Carvalho

Drunkorexia, a mania de não comer para beber sem engordar

Entre as consequências possíveis, lapsos de memória e cirrose no fígado.


Pessoas bebendo ao redor de fogueira
Drunkorexia: pode surgir quando as bebedeiras se tornam habituais | Foto: cc0 Ross Sneddon/Unsplash

Bebedeiras rotineiras pesam na balança - uma taça de vinho pode ter 130 calorias e uma latinha de cerveja, 150. Quem enche a cara regularmente pode tentar compensar as calorias na comida, a fim de não engordar. É a drunkorexia, que pode ter efeitos devastadores.


Um grupo de cientistas da Universidade do Sul da Austrália (#UniSA) estudou a drunkorexia entre 479 universitárias de 18 a 24 anos e concluiu que 82,7% delas tinha tido um comportamento drunkoréxico nos três meses anteriores.


Entre elas, 28% pulavam refeições, bebiam refrigerantes diet, vomitavam ou tomavam laxantes e faziam exercícios para compensar as calorias das bebedeiras pelo menos 25% do tempo.


Conhecida também como alcoorexia, a drunkorexia pode ter consequências desastrosas. Segundo o estudo australiano, quando álcool demais e comida de menos se combinam, pode haver hipoglicemia, subnutrição, lapsos de memória, blackouts, depressão, déficits cognitivos, danos ao cérebro e ao coração e cirrose no fígado.


A drunkorexia é parente de distúrbios alimentares como a anorexia e a bulimia, mas ainda não é reconhecida oficialmente como doença.


Embora frequentemente associada a comportamento feminino, pode acontecer tanto com homens quanto com mulheres, como indica um estudo da Universidade de Houston. ✔︎


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