• Sandra Carvalho

É alto o risco de drones ferirem as pessoas se baterem nelas? Depende

No caso de um drone de 11 quilos, o risco de ferimentos num choque é de 70%.


Drones: cada vez mais presentes | Foto: cc0 Jaromir?Unsplash

Drones que fazem entregas, vigiam ruas e prédios como agentes de segurança ou trabalham com equipes de resgate têm de voar sobre pessoas para fazer suas tarefas mais básicas.


Esses voos são seguros? Que risco eles representam para quem está em terra? Uma equipe de biomecânica da universidade Virginia Tech se propôs responder a essas perguntas.

Seu estudo foi publicado nos Annals of Biomedical Engineering no dia 14 e divulgado dia 19 pelo serviço de notícias da Virginia Tech.


A pesquisa analisou os riscos de ferimento na cabeça e no pescoço das pessoas atingidas por três pequenos drones comerciais de 1,2 quilo a 11 quilos, os três da DJI, maior fabricante de drones do mundo.


Os testes foram feitos com um dummy Hybrid III (boneco feito para testes de crash), como se pode ver nas fotos. Sensores foram colocados na cabeça e no pescoço do dummy para medir aceleração e força.



Em geral, os testes mostraram que o risco de ferimentos em batidas com drones aumentam de acordo com o peso das máquinas. No menor drone testado, de 1,2 quilo, o risco de ferimentos graves no pescoço foi inferior a 10%. No maior robô, de 11 quilos, subiu para 70%.


Mas nem só o peso dos drones determina os riscos de ferimento, é claro. O tipo de impacto também importa - os testes de queda demonstraram que quando a cabeça é atingida os ferimentos tendem a ser mais severos. Observe as imagens abaixo.


Foto: Virginia Tech

A forma dos robôs também influencia o risco dos ferimentos. Se no impacto o drone é desviado do corpo atingido por por alguma parte protuberante que tenha, o risco de ferimento diminui. É o que acontece no caso do Phantom 3.


Foto: Virginia Tech

Da mesma forma, robôs que amassam ou avariam algumas peças no choque também reduzem o risco de ferimento. Os testes mostraram que essas deformações e quebras absorvem parte da energia da batida.


Segundo o estudo, os testes sugerem que já há vários drones seguros no mercado, mas que outros representam risco elevado, mesmo seguindo as especificações oficiais.




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