Em Ciência, você já vai ver a igualdade entre homens e mulheres (e aqui no Brasil)

Como qualquer previsão, essa também está sujeita a um choque de realidade no futuro.

 Mais equilíbrio na produção acadêmica masculina e feminina no Brasil  |   Imagem: cc0 Tim Mossholder/Unsplash

As cientistas brasileiras estão a um passo, ou melhor, a um ponto de alcançar a igualdade com os homens. Pelo menos em produção acadêmica.


Um estudo da empresa de análise de informação Elsevier, Gênero no Panorama Global da Pesquisa, mostrou que as brasileiras produziram 49% dos 331 mil artigos científicos escritos no país entre 2011 e 2015.


O estudo, divulgado em março, compara publicações de mulheres e homens em 12 países e regiões. A Elsevier se baseou na análise de 62 milhões de documentos de 5.000 publishers.


A conclusão é que as mulheres já atingem 40% ou mais dos pesquisadores nos Estados Unidos, União Europeia, Canadá e Austrália. No Brasil e em Portugal, chegam a 49%. No Japão, elas não passam de 20%.


O campo onde as mulheres mais se destacam é em saúde e ciências da vida. Onde comem poeira dos homens é em negócios, administração e contabilidade.


Como inventoras, as mulheres ainda não vão longe. Comparando os pedidos de patentes globalmente, a Elsevier concluiu que as mulheres são apenas 14% do total de inventores no mundo.


No Brasil, elas ficam acima dessa média: chegam a 19%.


Entre 2011 e 2015, as cientistas brasileiras escreveram em média 1,2 artigo. Os homens, um pouco mais: 1,5. Veja, nos gráficos, como foi a relação em diversos campos de pesquisa.








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