• Sandra Carvalho

Em vez de exercício, uma pílula. Vamos canonizar o Instituto Salk?

Calma, não é pra todo mundo. É só para quem não pode correr, por problemas físicos.

Fibras de músculo de panturilha de rato: gene ativado por remédio | Imagem: Waitt Center?Salk Institute

Os cientistas do Instituto Salk, da Califórnia, estão desenvolvendo uma pílula que dá os benefícios dos exercícios aeróbicos para quem nunca sua a camiseta numa academia de ginástica ou numa quadra de esporte.


Com ratos sedentários, a solução já funciona, garantindo mais queima de gordura e energia.


A intenção dos cientistas do Instituto Salk é beneficiar as pessoas que não podem correr porque são obesas, ou muito idosas, têm problemas do coração ou outras limitações. Mas é claro que a turma do sofá, sem limitação alguma, já está esfregando as mãos à espera da pílula.


O estudo do instituto foi publicado no jornal Cell Metabolism. "É bem sabido que as pessoas podem melhorar sua resistência aeróbica através de treinamento", comentou um dos autores sêniores da pesquisa, Ronald Evans, num press release.


"Para nós, a pergunta era se podemos substituir o treinamento por uma droga."

Corredores naturalmente ativam um gene chamado PPAR delta (PPARD). No estudo, o PPARD foi ativado por uma droga.


Os cientistas deram a ratos sedentários uma alta dose de um composto químico chamado GW1516 por oito semanas.


Num teste comparativo de esteira, ratos sedentários que não tomaram GW correram por 160 minutos antes de ficarem exaustos. Os ratos que tinham tomado GW correram 270 minutos, 70% mais.


"Exercício ativa PPARD, mas nós estamos mostrando que você pode ter a mesma coisa sem o treinamento mecânico", afirmou Weiwei Fan, um dos autores do estudo, no press release.


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