• Sandra Carvalho

Esperma de europeus e americanos caiu pela metade em 40 anos

Houve perdas de mais de 50% na concentração e na contagem total de esperma.


Esperma: a tendência é de a queda continuar, segundo as pesquisas | Foto: cc0 Pixabay

Um time de pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém (HUJI) estudou o esperma de europeus, americanos, canadenses, australianos e neozelandeses e chegou a uma conclusão bem negativa.


Constatou uma queda de 52,4% na concentração do esperma e uma baixa de 59,3% na sua contagem total ao longo de 4o anos. Pior: concluiu que a tendência de queda vai continuar.


O estudo foi publicado ontem no jornal Human Reproduction Update. O time envolvido tem cientistas de vários países, entre os quais o Brasil. Seu propósito foi o de estudar a tendência do esperma do "homem ocidental".


O "homem ocidental" é definido na pesquisa como aquele que se concentra geograficamente na Europa, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia - em oposição ao que vive na América do Sul, Ásia e África.


Para sul-americanos, asiáticos e africanos, o estudo não constatou declínio significativo de esperma, mas adverte que a falta de estatísticas e estudos nessas regiões antes de 1985 pode explicar parcialmente esse resultado.


"O fato de que o declínio é visto fortemente em países ocidentais sugere que produtos químicos em uso estão desempenhando um papel causal nessa tendência", afirmou Shanna Swan, da Escola de Medicina Icahn do Hospital Monte Sinai de Nova York, uma das autoras do estudo, num comunicado da HUJI.


Nesse vídeo hospedado no YouTube, o líder da pesquisa, Hagai Levine, soa o alarme sobre o declínio do esperma.



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