• Sandra Carvalho

Esse paraíso tropical quer acabar com suas palmeiras

Os coqueiros, espécie invasiva no atol Palmyra, viraram um problemão.


Atol Palmyra: os coqueiros não dão espaço para outras plantas florescerem | Foto: cc Erik Oberg/USFWS

O atol Palmyra é um território americano quase inabitado no Pacífico Norte. Ali, entre paisagens magníficas, mora apenas um punhado de biólogos que fazem uma experiência inédita de restauração ecológica.


Plantações abandonadas de côco (Cocos nucifera) deixaram uma herança pesada para o lugar: milhões de palmeiras, que ocupam espaço excessivo e impedem que a flora e a fauna locais prosperem.


Os cientistas estão determinados a acabar com 99% dos coqueiros para restabelecer o equilíbrio ecológico do atol. Se a experiência der certo, poderá ser replicada em outros lugares que também viram sua natureza abalada com plantações de côco.


A maior parte do atol é da organização The Nature Conservancy (TNC), que comprou Palmyra em 2000 para fazer pesquisas científicas e revendeu uma parcela menor para o governo americano.


O local é considerado privilegiado para estudos de mudanças climáticas, por sofrer vários de seus impactos em terra e em seus recifes: erosão costeira, elevação do nível do mar e aquecimento das águas do oceano.


No passado, uma floresta tropical dominava o atol, mas as plantações de côco, o desmatamento feito pela Marinha dos Estados Unidos durante a 2ª Guerra Mundial e a proliferação de ratos-pretos (Rattus rattus) dizimaram as árvores. As aves marinhas nativas sofreram um baque com todas essas agressões.


Os ratos foram exterminados no começo da década passada, e com isso já houve um ressurgimento das plantas e dos pássaros locais. Agora é a vez das palmeiras saírem quase inteiramente de cena, para que a floresta possa ser recuperada.


Palmeira demais: densidade sufocante | Foto: cc Andrew Wright/USFWS

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