• Sandra Carvalho

Este réptil voador viveu no Ceará há 115 milhões de anos

O fóssil mais completo deste pterossauro foi encontrado na Chapada do Araripe.


Pterossauro
Reconstrução do pterossauro Tupandactylus navigans | Imagem: Victor Beccari et al/PLOS ONE

O fóssil mais completo do pterossauro Tupandactylus navigans, primo distante dos dinossauros que viveu no Nordeste 115 milhões de anos atrás, hoje repousa a salvo no laboratório de paleontologia do Instituto de Geociências da USP.


Ele já teve seus anos de atribulação: circulou clandestinamente em poder de contrabandistas, com destino incerto. Por sorte, em vez de parar em mãos de museus ou colecionadores privados europeus, foi resgatado pela Polícia Federal em 2013.


Agora cientistas de várias universidades brasileiras, entre as quais a USP e a Unesp, publicaram na PLOS ONE o estudo mais aprofundado do Tupandactylus navigans.


Esse pterossauro era do grupo dos tapejarídeos, répteis voadores que tinham bocas sem dentes e cristas enormes, e viveram no período Cretáceo Inferior. O Tupandactylus navigans chegava a 2,5 metros de envergadura.


“A partir do estudo de sua anatomia e comparações com outras espécies conhecidas de pterossauros, concluiu-se que este animal não voava bem e passava a maior parte do tempo se alimentando em terra firme”, observou Victor Beccari, do Instituto de Biocências da USP, um dos autores do estudo, ao jornal da universidade.


O esqueleto do pterossauro foi descoberto na Chapada do Araripe, no Ceará, fértil em fósseis.


Veja mais: No rastro dos fósseis brasileiros contrabandeados