• Sandra Carvalho

Exagerou na pizza? Tudo bem, se for só uma vez

É a tese de cientistas da Universidade de Bath, na Inglaterra.


Pizza: exageros medidos | Foto: cc0 Wesual Click/Unsplash

Qual o efeito de comer pizza a ponto de estourar, em vez de parar ao se sentir satisfeito? Segundo cientistas da Universidade de Bath, não haverá consequências negativas imediatas, se for um exagero ocasional. Se virar um hábito, é outra história (e com final infeliz).


Os pesquisadores do Centro de Nutrição, Exercício e Metabolismo da universidade testaram o consumo de enormes quantidades de pizzas com homens jovens saudáveis entre os 22 e 37 anos.


Quando eles foram liberados para comer tudo o que queriam, a ingestão média de calorias ultrapassou 3.000 calorias, correspondentes a uma pizza e meia grande. Alguns se esbaldaram com até duas pizzas e meia grandes de uma única vez.


Depois da comilança, os jovens foram testados. Estavam com os níveis de glicose normais após uma refeição comum. Os lipídios no sangue tinham aumentado ligeiramente. Mas a quantidade de insulina no sangue era 50% maior do que o normal e os hormônios do intestino para estimular a insulina tinham sido alterados.


Quatro horas depois da começão de pizza, os participantes do teste estavam sonolentos e não queriam comer mais nada, nem doces.


Agora homens, depois mulheres


"Nossas descobertas mostram que o corpo lida notavelmente bem quando se depara com um excesso calórico massivo e repentino", afirmou Aaron Hengist, o principal pesquisador do estudo. " Seres humanos saudáveis, depois de se sentirem satisfeitos, podem comer de novo a mesma quantidade e lidar efetivamente com esse enorme excesso inicial de energia."


Para o professor James Betts, que supervisionou o trabalho, o estudo mostra que se uma pessoa saudável exagerar ocasionalmente, como no Natal, não haverá consequências negativas imediatas em termos de perda do controle metabólico.


Mas os pesquisadores advertem que se os exageros se tornarem comuns, as consequências se tornam terríveis - obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.


O estudo, publicado no British Journal of Nutrition, focou apenas em homens jovens. Os pesquisadores dizem que farão novas rodadas com mulheres, pessoas de mais idade e as que têm sobrepeso.


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