• Sandra Carvalho

Exame de glicose ou sódio? Esse adesivo natural faz

O sensor é impresso num material feito de bactérias a partir do açúcar.


O biossensor brasileiro: não dá alergia | Foto: Robson Rosa da Silva

Os curativos usam há anos um material 100% natural produzido por bactérias a partir do açúcar - a nanocelulose microbiana. Agora pesquisadores brasileiros fizeram um sensor vestível com essa nanocelulose, capaz de realizar vários exames médicos.


Analisando o suor, o biossensor detecta muitos marcadores - glicose, sódio, potássio, ácido úrico, ácido lático, hormônio estradiol e por aí afora. Com ele, dá para checar também metais tóxicos no corpo, como chumbo e cádmio.


O biossensor vestível é uma criação de cientistas da USP de São Carlos, Unesp de Araraquara, Unicamp e Laboratório Nacional de Nanotecnologia, o LNNano. A pesquisa foi publicada no jornal Science Direct.


O adesivo mede 1,5 centímetros de comprimento por meio centímetro de largura e é fino como uma folha de papel de seda, na descrição da Agência Fapesp. É impresso por serigrafia semiautomatizada.


Sensores vestíveis para exames médicos têm uma vantagem apreciável sobre exames de sangue: não são invasivos. Normalmente, esses sensores são impressos em plástico. A inovação dos pesquisadores brasileiros está no uso de um polímero natural.


Segundo Robson Rosa da Silva, um dos autores do estudo, a impressão em nanocelulose microbiana é superior por propiciar uma interface maior com a pele e não causar alergia, como o plástico.


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