• Sandra Carvalho

Expedição revela a beleza dos recifes de corais em Cuba

Os recifes cubanos, bem conservados e saudáveis, formam paisagens extraordinárias.


Corais cubanos: exuberância de cores | Foto: CIOERT/Universidade Atlântica da Flórida no Porto

Uma expedição de um mês de cientistas americanos e cubanos à zona de corais de Cuba revelou paisagens magníficas de recifes muito saudáveis e bem conservados.


Quinhentas diferentes plantas e animais do mar foram identificados na missão. Só de peixes, foram 123 espécies.


Veja as imagens capturadas pelos cientistas do Instituto Oceonagráfico da Universidade Atlântica da Flórida (Florida Atlantic) :



O peixe-leão, que é invasivo, foi encontrado, mas em menor quantidade do que em recifes próximos.


A garoupa, peixe predador que ajuda a regular o ecossistema dos recifes de coral, também foi encontrada, mas em menor quantidade do que o desejável. Este foi um ponto considerado preocupante pelos cientistas.


Os pesquisadores fizeram 43 mergulhos com um veículo de operação remota (ROV, na sigla em inglês) e excursões de snorkel. Excursões de snorkel foram úteis para os níveis mais rasos.


O resultado da expedição : 20 mil fotos submarinas e 100 horas de vídeo documentando os recifes cubanos.


A expedição foi liderada pelo Instituto Oceanográfico da Universidade Atlântica da Flórida. Antes da expedição, pouco se conhecia dos recifes de corais cubanos abaixo da zona rasa, com exceção de alguns mais próximos da costa.


Nessa missão de pesquisa, os cientistas percorreram toda a costa cubana (2729 quilômetros), com foco nos recifes mesofóticos, que ficam entre 30 e 150 metros de profundidade, com menor incidência de luz.


"A maioria dos recifes mesofóticos que exploramos são muito saudáveis e quase imaculados, comparados com muitos recifes encontrados nos Estados Unidos", disse John Reed, o cientista chefe da missão, professor da Universidade Atlântica da Flórida, ao serviço de notícias da universidade.


Segundo Reed, a expedição encontrou poucas evidências de doenças ou branqueamento de corais. Sinais de impacto humano foram limitados a alguns pontos da costa.


Algumas áreas tinham muitos corais, no mesmo nível de densidade de corais do Caribe.


A missão de pesquisa envolveu cientistas americanos e cubanos especializados em corais, esponjas, algas e peixe, um navio de pesquisa, o F.G. Walton Smith, da Universidade de Miami, e o ROV Mohawk , de uma agência do Departamento de Comércio americano (NOAA).


No site da NOAA, inúmeros detalhes da expedição podem ser conhecidos.


Um vídeo da expedição, de 5:26, hospedado no YouTube, mostra mais imagens sensacionais dos recifes de corais cubanos.



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