• Sandra Carvalho

Falta de sono dobra o risco de erros

Quem dorme mal pode se safar em tarefas rotineiras, mas não nas complexas.


Falta de sono: preço alto | Foto: Hernán Sanchez/Unsplash

Lapsos de atenção são o resultado mais óbvio de noites mal dormidas. Mas a falta de sono não mina apenas a atenção: complica enormemente a execução de tarefas complexas.


Cientistas do Laboratório do Sono e Aprendizado da Universidade Estadual de Michigan (MSU) pesquisaram a privação do sono e concluíram que seus efeitos vão muito além do que se pensava até agora.


"A privação de sono dobra os riscos de erros em tarefas complexas, com diversas etapas, e triplica os lapsos de atenção", diz a professora de Psicologia Kimberly Fenn, diretora do laboratório e uma das autoras do estudo, num comunicado da MSU.


Realizar ações simples no piloto automático é possível, mostra o estudo. Mas é preciso muita prudência em ações que envolvem risco - como as de pessoas sonadas atrás da direção de um carro.


A falta de sono prejudica o que em inglês se chama de placekeeping, ou a habilidade de executar algo em uma série de passos, na ordem prevista, sem pular ou repetir nenhum.


Os pesquisadores fizeram testes com 138 pessoas divididas em dois grupos - 77 ficaram acordadas a toda toda e 61 foram para casa dormir.


Os dois grupos executaram duas tarefas cognitivas à noite, antes de chegar a hora de dormir. Depois de uma interrupção, houve uma média de 15% de erros na execução das tarefas.


No dia seguinte pela manhã, as pessoas que haviam dormido repetiram a média de erros da noite anterior. As pessoas que não dormiram dobraram a margem de erro para 30%.


O estudo foi publicado no Journal of Experimental Psychology: General


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