• Sandra Carvalho

Favelas dominam as maiores cidades do Norte

As áreas informais chegam a 51% em Belém, e a 48% em Manaus.


Belém
Belém: a número 1 em informalidade urbana | Foto: cc Bruno Cecim/Agência Pará

No estado do Amazonas, muitas cidades ainda vivem desordenadamente, afundadas na pobreza - 45% das áreas urbanas são informais. Em Manaus, as favelas chegam a 48% da cidade.


No Pará, a informalidade baixa a 14%, mas dispara na capital, Belém, onde as favelas ocupam 51% do território com suas moradias precárias.


As estimativas são de um novo relatório da organização #MapBiomas sobre as áreas urbanizadas do Brasil, baseado em imagens de satélite.


Segundo o relatório, as favelas deram um salto entre 1985 e 2020 no país - em território, cresceram aproximadamente 100 mil hectares, o equivalente a três vezes a cidade de Salvador inteira, ou 11 vezes Lisboa.


O Brasil passou de 2, 1 milhões hectares de áreas urbanizadas em 1985 para 4,1 mil milhões em 2020. Desse crescimento, 4,6% foi de favelas. Quanto mais se contrai o PIB, mas incham as favelas, registrou o MapBiomas.


Salvador é, com Belém e Manaus, uma cidade que se destaca em áreas ocupadas informalmente. Se as Zonas Especiais de Interesse Social são incluídas na estimativa dos territórios informais ocupados, Salvador fica com 42% do espaço tomado por favelas.


Veja a relação entre as áreas de favelas e as áreas formais estado por estado nessa tabela do MapBiomas:


Tabela de favelas no país
Tabela: MapBiomas

As imagens de satélites usadas MapBiomas também identificam áreas de ocupação informal com grande declive (mais de 30%) e por isso mais propensas a deslizamentos e a tragédias com perda de vidas.


Essas áreas cresceram 40 mil hectares entre 1985 e 2020. As de maior risco apontadas no relatório são de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Espírito Santo e São Paulo.


Veja mais: Desigualdade: onde há mais favelas em São Paulo?