• Sandra Carvalho

Faz sentido construir arranha-céus?

O mercado imobiliária delira com prédios altíssimos, mas eles valem a pena?


30 Hudson Yards, Nova York, 73 andares e 387 metros, no centro da paisagem | Foto: cc0 Fred Moon/Unsplash

Edifícios altos não uma uma ideia moderna - a Grande Pirâmide de Guizé, no Egito, já tinha 147 metros de altura, por volta de 2550 anos antes de Cristo.


Os arranha-céus contemporâneos começaram a brotar já no fim do século 19, como a sede do jornal New York World, em Nova York, com 107 metros de altura, e a torre Eiffel, em Paris, com 300 metros.


Em 2019, ficaram prontos 126 arranha-céus no mundo, todos com 200 ou mais metros de altura, um pouco menos que nos últimos três anos, mas com um recorde de edifícios superaltos, acima de 300 metros: 26.


Bem comuns na China, Estados Unidos e Emirados Árabes (EAU), os arranha-céus se espalham por boa parte do globo.


Em 2019, novos arranha-céus apareceram em lugares tão diferentes quanto São Petersburgo, na Rússia, e Camboriú, no Brasil (Infinity Coast Tower).


Na Ásia eles pipocam mais do que em qualquer outra região: Malásia, Coreia do Sul, Tailândia, Índia, Indonésia...

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Símbolos de poder, marca registrada do skyline das grandes cidades, fonte de grandes meganegócios imobiliários, esses arranha-céus fazem sentido?


Para muitos urbanistas, sim. Em primeiro lugar, eles permitem adensar a ocupação dos centros das cidades, que geralmente têm infra melhor e vida cultural vibrante.


Mais: poupam muita gente de longos percursos entre o trabalho e a casa, tirando carros das ruas e diminuindo a lotação de metrôs e ônibus.


Uma das tendências mais fortes atualmente é construir arranha-céus perto de grandes hubs de transporte público, justamente para facilitar a locomoção das pessoas.


É claro que se arranha-céus forem apenas prédios de alto luxo, para super-ricos, esses benefícios massivos desaparecem. Se não forem, surge uma possibilidade de democratização dos melhores espaços das cidades.



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