• Sandra Carvalho

Feminicídio, o crime escondido dentro de casa

A maioria das mulheres perde a vida na mão de parceiros ou membros da própria família.


Mulheres: risco alimentado por preconceitos de gênero | Foto: cc0 Becca Tapert/Unsplash

Todos os dias, 137 mulheres são assassinadas exatamente por serem mulheres em todo o mundo. A maioria (58%) , por seus próprios parceiros ou outros parentes.


Trata-se de violência doméstica radical: o perigo maior mora dentro de casa. Parceiros ( ex ou atuais) assassinaram 30 mil mulheres em 2017. Parentes, outras 20.000.


O feminicídio, crime de ódio baseado em discriminação de gênero, aconteceu 87 mil vezes em 2017, de acordo com os dados da ONU.


Separações, fins de relacionamento e ciúme contam como os principais motivos de feminicídio.


Há também os chamados crimes contra a honra, em que parentes assassinam adolescentes ou mulheres adultas sob pretexto de limpar o nome da família.


Alguns especialistas, como a demógrafa brasileira Jackeline Romio, identificam como feminicídios as mortes de mulheres por abortos clandestinos, feitos normalmente em péssimas condições.


A taxa global de assassinatos de mulheres é de 2,3 a cada 100 mil. No Brasil, a taxa é bem superior à global, com 4 mortes a cada 100 mil mulheres. Foram 4.254 homicídios femininos no país em 2018.


Por aqui, segundo pesquisa feita pela Folha de S. Paulo, a vítima de feminicídio tem, em média, 33 anos de idade. Seu assassino, 38 anos na média.


O Brasil tem a Lei do Feminicídio desde 2015. A Lei Maria da Penha, de 2006, já abordava os assassinatos femininos causados por violência doméstica e familiar contra a mulher.


#Brasil #Crimes #Feminicídio #Mortes #Mulheres #ONU #Preconceitos