• Sandra Carvalho

Férias continuam férias para valer? Em termos, mostra pesquisa

Seis em cada 10 pessoas passam pelo menos uma semana por ano em férias longe de casa.


 Férias:  nos países europeus as folgas são maiores   | Foto: cc0 Micaela Parente/Unsplash

Num mundo onde se trabalha cada vez mais, com fronteiras difusas entre a casa e o trabalho, ainda dá para tirar férias, viajar e desligar de tudo?


A empresa de pesquisas de mercado Ipsos investigou essas questões com uma enquete em 25 países, ouvindo 17, 9 mil pessoas entre 18 e 64 anos em junho e julho.


Seis a cada dez pessoas entrevistadas disseram passar pelo menos uma semana de férias longe de casa, inclusive no Brasil. Só na Hungria, Coreia do Sul e Japão a maioria declarou não viajar nem por uma semana.



Em nenhum país todo mundo tira todos os dias de férias a que tem direito. Na média geral, 65% das pessoas tiram, mas 35% não. A campeã do descanso é a Bélgica, onde 85% dizem que usam todos os créditos disponíveis.


No Brasil, a proporção cai a 61%. No Japão, que tem um problema crônico de medo de férias, baixa a 35%.


A tendência observada na pesquisa da Ipsos é que esses dias de férias diminuam. Em quase todos os países, as pessoas diminuíram os dias de férias gozados na última década.


Agora, desligar totalmente do trabalho nas férias, sem checar mensagens ou e-mail, é coisa para minoria. Apenas 46% conseguem deixar o celular totalmente de lado para assuntos de trabalho, segundo a pesquisa. No Brasil, apenas 42%.


Quem é melhor em manter o trabalho à distância é a Alemanha. Das pessoas entrevistas, 68% dizem que nunca checam mensagens ou e-mail do trabalho nas férias.


No Reino Unido, o segundo nesse ranking do desligamento, a proporção cai a 59%. O ranking se encerra com a Sérvia, com meros 30%.



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