• Sandra Carvalho

Filtros étnicos jogam o FaceApp em nova polêmica sobre racismo

O FaceApp faz modificações em fotos que parecem realistas.


Jennifer Aniston asiática, negra e indiana com filtro do FaceApp | Foto: cc Angela George/Wikimedia Commons

O app russo FaceApp já foi muito criticado por racismo porque clareava a pele de pessoas que usavam um filtro para torná-las mais sexy.


Agora, com os novos filtros "Asian", "Black", "Indian" e "Caucasian", está sob nova saraivada de ataques.


O FaceApp era conhecido principalmente como um app que envelhecia e rejuvenescia os rostos das pessoas, antes de se meter nessas confusões.


O app se baseia em redes neurais para fazer modificações que pareçam realistas nas fotos das pessoas. No episódio do filtro sexy, chamado "Hot Mode", a FaceApp explicou que houve um problema de bias na alimentação dos dados que treinaram o app.


As imagens das pessoas definidas como hot para o app eram apenas de gente branca, então o app associou o que era sexy com pele clara.


Os preconceitos não se limitavam ao branqueamento da pele. Entrando em "Hot Mode", o app alargava os olhos das pessoas e tirava seus óculos. O FaceApp pediu desculpas pelos preconceitos.


Agora, com os filtros étnicos, o FaceApp está sendo criticado de novo por racismo e por surfar em esteriótipos. Desta vez, os russos estão defendendo seu trabalho, dizendo que não há nada de racismo em sua criação.


"Os filtros que mudam a etnia foram projetados para serem iguais em todos os aspectos", disse Yaroslav Goncharov, o criador do app e presidente da empresa, em um e-mail enviado ao site Mic. "Eles não têm qualquer conotação positiva ou negativa associada a eles."


#Apps #Racismo