• Sandra Carvalho

Frango de fast food é frango mesmo? O DNA diz que nem sempre

O que parece um saudável filé pode ser carne reestruturada com outros ingredientes.


Frango de lanchonetes:  às vezes a soja dá uma mãozinha   |  Foto: cc0 Tammy Gann/Unsplash

Filé de frango grelhado é 100% frango, certo? Os consumidores canadenses já sabem que não, pelo menos nas cadeias de fast food mais populares do seu país.


Testes de DNA mostraram que o que parece um inocente e saudável filé grelhado é carne de frango "reestruturada", nunca 100% frango, e com entre 7 e 10 vezes mais sódio que um filé caseiro.


Na maioria dos casos, o frango fica entre 85 e 90% do total.


Em casos extremos, o frango vira um híbrido de frango e soja, com cerca de metade do DNA de frango e metade de soja.


O programa Marketplace, da rede de televisão canadense CBC, encomendou recentemente um teste do DNA do frango das cadeias McDonald's, Subway, Wendy's, Tim Hortons e A&W.


O teste foi feito nos laboratórios da Universidade Trent, em Ontário, comparando o DNA de frango e o de plantas presentes no filé de frango. O lab faz normalmente exames para a indústria de alimentos e para o governo.


Foram testados filés de frango, tiras de frango e frango assado. Quem se saiu realmente mal foi o Subway, justamente a rede que se apresenta como opção saudável de comida rápida.


Suas tiras de frango revelaram apenas 43% de DNA de frango, segundo a Universidade de Trent, e o frango assado, 54%.


O Subway questionou os resultados do teste e pediu uma retratação à rede CBC, numa entrevista à Time.com.


Você pode acompanhar os detalhes nos 22 minutos do programa da CBC, hospedado no YouTube. O Marketplace mostra também um teste cedo de sabor do frango das redes de fast food.


E adivinha: o vencedor em sabor não foi nenhum dos frangos das redes. Foi um filé preparado por um chef local.