• Sandra Carvalho

Gatos líquidos, pênis femininos e nojo de queijo ganham Ig Nobel

Pesquisas aparentemente ridículas, mas intrigantes, levam o prêmio.


Ig Nobel: paródia prestigiada até por prêmios Nobel | Imagem: reprodução Improbable Research/YouTube

Há 27 anos o prêmio Ig Nobel, uma paródia do Nobel, celebra com bom humor pesquisas científicas que primeiro fazem rir e depois pensar.


Os 10 prêmios do Ig Nobel de 2017 foram entregues ontem, como sempre, na Universidade de Harvard, com transmissão pelo YouTube, abertos por um typecast (oito pessoas datilogrando em máquinas de escrever).


Rodrigo Ferreira, da Universidade Federal de Lavras, fez parte da equipe que pesquisou os órgãos sexuais de insetos de caverna junto com cientistas do Japão e da Suíça.


Eles descobriram pênis nas fêmeas e vaginas nos machos. Ganharam, por isso, o Ig Nobel de Biologia.


Fernanda Ito, Enrico Bernard e Rodrigo Torres, da Universidade Federal de Pernambuco, receberam o Ig Nobel de Nutrição, porque estudaram a dieta de morcegos-vampiros de cavernas e descobriram que eles se alimentavam não só de sangue de aves, mas também de humanos.


Andando para trás com xícara de café


O Ig Nobel de Física foi dado a cientistas da França, Cingapura e Estados Unidos, que se perguntaram se gatos podem ser líquidos e sólidos. Eles se inspiraram em fotos de gatos bem acomodados em baldes e pias.


Entre os prêmios mais divertidos deste ano está o Ig Nobel de Dinâmica de Fluidos, que saiu para cientistas sul-coreanos e americanos que estudaram o que acontece quando uma pessoa anda de frente para trás carregando uma xícara de café.


O Ig Nobel de Medicina foi para cientistas franceses e ingleses que usaram técnicas avançadas de escaneamento de cérebro para avaliar até que ponto algumas pessoas têm nojo de queijo.


O Ig Nobel é dado pela revista bimestral Annals of Improbable Research, do editor Marc Abrahams. A ideia é mais estimular uma maneira de pensar fora da caixa, segundo diz Abrahams.


"Apesar do tom satírico, o prêmio é bem-vindo porque prolonga a vida do trabalho científico, que muitas vezes, depois de dois anos, já cai numa espécie de esquecimento", disse Rodrigo Ferreira ao jornal Folha de S. Paulo.


#Cientistas #IgNobel