• Sandra Carvalho

Geleira da Antártica perde de 6 a 16 metros por ano

O gelo derrete na língua da geleira Shirase, sob impacto de água quente do oceano.


Navio quebra-gelo perto da língua da geleira Shirase | Foto: Kazuya Ono

Cientistas japoneses da Universidade de Hokkaido descobriram na região leste da Antártica um ponto atípico de derretimento de gelo. A perda acontece na língua da geleira Shirase, que recua entre 6 e 16 metros por ano.


O manto de gelo da Antártica, o maior do mundo, se concentra principalmente nessa região leste. É o maior reservatório de água doce do planeta. Se derreter inteiramente, o nível global do mar vai subir 60 metros. A previsão é de que suba 1 metro até 2100.


Até agora a maior parte dos estudos tem se concentrado nas geleiras do lado oeste da Antártica, pois se pensava que no lado leste as águas oceânicas eram sempre frias, funcionando como uma proteção. Pela descoberta da Universidade de Hokkaido, se vê que não.


O estudo japonês, publicado no jornal Nature Communications, indica que o derretimento de gelo na língua da geleira Shirase se dá por água quente vinda de um vale oceânico profundo. Isso acontece durante o ano inteiro, mas é pior no verão, quando os ventos diminuem.


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