• Sandra Carvalho

Grupo de risco de Covid-19 no Brasil: 86 milhões de pessoas

A estimativa é de cientistas da Unifesp, levando em conta dados da pandemia no mundo.


Cartaz da ONU contra o coronavírus | Ilustração: Russell Tate/ONU

Mais de metade das pessoas adultas no Brasil corre o risco de complicações se pegar o novo coronavírus, segundo os cálculos de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.


O grupo de risco só cresce à medida em que a pandemia avança e evidencia que há mais complicadores da doença do que se pensava inicialmente.


Numa primeira fase da pandemia, entraram no grupo de risco as pessoas com 65 anos ou mais, os hipertensos, os diabéticos, quem tinha problemas cardiovasculares, câncer ou doença pulmonar obstrutiva crônica.


Numa segunda fase, a lista de quem corre risco foi engrossada com obesos, asmáticos, fumantes e pacientes de doença renal crônica.


A pesquisa foi coordenada pelo professor Leandro Rezende, da Escola Paulista de Medicina. Os médicos usaram como base de sua estimativa os dados de mais de 51 mil pessoas da Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE, de 2013.


O número de pessoas que correm risco de complicações se pegarem a Covid-19 porque têm pelo menos um fator de risco é alto no Brasil mesmo se desconsiderados os idosos, que têm sido tão desconsiderados nessa pandemia. O percentual de risco ainda fica em 47% da população adulta, de acordo com os pesquisadores da Unifesp.


A pesquisa foi divulgada pela Agência Fapesp e deve sair na Revista de Saúde Pública.


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