• Sandra Carvalho

Hans Gosling, mágico das estatísticas (1948-2017)

O objetivo de Gosling era que as pessoas tivessem uma visão de mundo baseada em fatos.


Gosling: números que comoviam   | Foto: Open Knowledge Foundation Deutschland

Hans Gosling, o estatístico sueco que transformou apresentação de dados em verdadeiros shows , morreu dia 7, aos 68 anos, em Uppsala, nos arredores de Estocolmo.


Além de estatístico, Gosling era médico, e trabalhou em muitos países de saúde pública precária, como Índia e Moçambique. Sempre se preocupou com saúde das populações mais vulneráveis do mundo. Ele fundou a ONG Médicos Sem Fronteiras na Suécia.


Professor de saúde internacional do Instituto Karolinska, faculdade de Medicina de Estocolmo, ele dedicava mais tempo à ONG Gapminder, para divulgar as estatísticas globais básicas.


A ideia era permitir, com a divulgação amigável de estatísticas, que as pessoas tivessem uma visão de mundo baseada em fatos.


O programa "Alegria das Estatísticas", feito para a BBC em 2010, mostra o quanto Gosling podia tornar os números uma atração irresistível. Em quatro minutos, ele comprime 200 anos de história de 200 países.


O vídeo mostra a crença de Gosling de que o desenvolvimento significa menos pobreza e uma vida melhor e mais longa para as pessoas, numa espécie de marcha do progresso que pode ter contratempos, mas acaba sempre sendo retomada.


Confira neste vídeo de 4: 45minutos, hospedado no YouTube.



Gosling se tornou uma estrela internacional da visualização de dados nas palestras do TED, iniciadas em 2006, com "As melhores estatísticas que você verá".


Neste vídeo, ele diz que os chimpanzés têm mais chance de acertar um teste sobre a saúde global do que a elite dos universitários suecos, constrangidos por ideias preconcebidas.

O vídeo do TED, no YouTube, tem 20:35 minutos.