• Sandra Carvalho

Ilha de Niue, um santuário de céu escuro (e estrelado)

A poluição de luz engolfa o mundo, mas Niue caminha na direção contrária.


Niue: estrelas à vontade | Foto: Mark Russelk/IDA

A Ilha de Niue, na Oceania, se tornou o primeiro país do mundo a ser reconhecido como uma nação de céu escuro.


Esquisito? Não é. Isso quer dizer que Niue protege seu céu estrelado de luzes artificiais indesejadas, e que seu esforço foi reconhecido pela Associação Internacional do Céu Escuro, a IDA.


Navegação guiada por estrelas e uma rotina marcada pelos ciclos da Lua fazem parte da história da ilha, habitada por apenas 1.600 pessoas.


Hoje, o céu escuro virou uma atração turística em Niue, já que permite ver a Via Láctea, as Nuvens de Magalhães e a Constelação Andrômeda em cenários magníficos. Junto com corais e cavernas, o céu escuro é um orgulhos da ilha.


Menos de 100 anos atrás, ver um céu estrelado era fácil praticamente no mundo inteiro. Com as luzes artificiais que agora tomam conta da noite por toda parte, admirar a Via Láctea ficou bem mais complicado.


Não se trata, claro, de apenas ver céu estrelado. A luz artificial excessiva, poluidora, prejudica a saúde das pessoas, encurtando as noites e diminuindo as horas de sono. Mais: ainda aumenta o consumo de energia e atrapalha a vida selvagem.


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