• Sandra Carvalho

Imigrantes: busca de uma vida feliz longe de casa

Hoje há mais imigrantes do que em toda a história: 272 milhões, segundo os últimos dados.


Imigrantes: tudo começou com homens e mulheres arcaicos, há 2 milhões de anos | Imagem: Gerd Altmann/Pixabay

A humanidade se move de um lugar para outro há aproximadamente dois milhões de anos -desde quando homens e mulheres arcaicos começaram a migrar da África para a Europa e a Ásia.


Dois milhões de anos depois, a imigração é um dos temas mais divisivos em boa parte do mundo.


Quase todos os países colocam limites à entrada de estrangeiros, alegando razões econômicas, culturais, religiosas, políticas ou de segurança. O que não impede milhões de pessoas, todos os anos, de buscar uma vida melhor imigrando.


A ONU estima que atualmente haja mais gente do que em toda a história vivendo fora do país de nascimento.


Em 2019 havia 272 milhões de imigrantes no mundo todo (3,5% da população global), contra 174 milhões no ano 2000 (2,8%).


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Boa parte dos imigrantes busca melhores oportunidades econômicas - um emprego decente, uma carreira mais próspera, chances de montar seu próprio negócio num ambiente mais amigável.


Em 2017, os trabalhadores imigrantes chegavam a 150,3 milhões em escala global. O dinheiro que esses imigrantes enviaram para a pátria-mãe não foi nada desprezível: 600 bilhões de dólares no ano.


A maioria dos trabalhadores imigrantes vive em países ricos, com empregos no setor de serviços.


Em muitos países pobres, o dinheiro que eles mandam para casa faz toda a diferença. O Banco Mundial fez as contas: em 2018, representou 30,7% do PIB do Haiti, 28% do Nepal e 12,1% da Armênia.


Segundo os dados da ONU de 2019, o país que mais exporta imigrantes é a Índia (17,5 milhões de indianos vivem fora do país atualmente).


Apesar das medidas restritivas do governo Donald Trump, os Estados Unidos ainda são, de longe, o país que tem a maior população de imigrantes (50,7 milhões).


Um grupo importante de imigrantes, muitas vezes temporários, é o dos estudantes internacionais. Eles chegaram a 4,8 milhões em 2018, de acordo com os dados da ONU.


Ninguém fez as estatísticas dos imigrantes existenciais, os que fazem a opção voluntária de se tornar estrangeiros em outros países e em novas culturas.


Ainda há um outro enorme e importante grupo de imigrantes: os que fogem de guerras, conflitos internos, perseguição, violência. A cada minuto em 2018, 25 pessoas foram forçadas a deixar suas casas para sobreviver.


De acordo com a UNHCR, a agência da ONU para refugiados, em 2018 havia 25,9 milhões de refugiados no exterior. Os que buscavam asilo eram 3,5 milhões.


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