• Sandra Carvalho

Instinto materno é mito? Para a ciência, talvez não

A resposta pode estar na oxitocina, o hormônio do amor.


Instinto maternal: pista achada em testes de laboratório | Foto: cc0 Sai de Silva/Unsplash

Cientistas da Universidade Estadual da Lousiana (LSU) estudaram a oxitocina, o hormônio do amor, e encontram uma pista do instinto materno.


Não é uma pista definitiva, para destruir pela base os argumentos de grupos feministas de que o instinto materno é um mito, criado para forçar as mulheres a ter filhos e cuidar deles.


Mas é uma pista, de qualquer forma. Por enquanto, verificada apenas em experiências de laboratórios com ratos.


A oxitocina, como se sabe, regula relações amorosas, sociais e o comportamento materno. O biólogo Ryoichi Teruyama, da LSU, localizou um grupo de células ativadas pela oxitocina em determinada área do cérebro das cobaias fêmeas, e viu que essas células não existiam na mesma área dos cérebros dos machos.


As células eram ativadas pela oxitocina apenas na presença do hormônio feminino estrogênio. É a primeira vez que se relata uma diferença no sistema da oxitocina de fêmeas e machos mostrando uma evidência.


 Diferença entre cérebro de fêmea ( à esquerda ) e de macho   | Crédito da imagem: Ryoichi Terayama/LSU

Teruyama acredita que sua descoberta se aplica a todos os mamíferos, inclusive os humanos.


A oxitocina é cada vez mais estudada pelos cientistas, por ser considerada chave para tratamento de vários problemas mentais, sobretudo depressão pós-parto, ansiedade e transtornos do espectro autista.


O estudo da LSU foi publicado na PLOS One.


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