• Sandra Carvalho

Investidores fogem do Brasil de Bolsonaro na pandemia

Os investimentos diretos encolheram 62% em 2020 no país, mostram dados da UNCTAD.


Bolsonaro e alguns ministros a cavalo
Presidente Bolsonaro a cavalo com alguns ministros na Esplanada dos Ministérios: sem convencer os investidores | Foto: cc Alan Santos/PR

A pandemia de coronavírus transtornou a economia em todo o mundo ao longo de 2020, deixando uma marca duradoura: os investimentos diretos recuaram em 13 das 20 economias que mais atraem dinheiro de fora.


No Brasil, a entrada de investimentos diretos diminuiu 62%, despencando de 65 bilhões de dólares em 2019 para 25 bilhões no ano passado. Quarenta bilhões de dólares aportaram em outro lugar, principalmente na Ásia.


A perda brasileira é maior que a média mundial, de -35%, e América Latina e Caribe, de -45%. Perdemos mais que a Argentina (-38%), o Chile (-33%) e o México (-14,7%). O Brasil caiu da 6ª posição entre os países que mais recebem investimento direto para a 11ª.


Os dados são do Relatório de Investimentos de 2021 da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento, a UNCTAD.


Investimentos diretos são uma medida acurada da confiança que o mundo deposita nos rumos da economia de um país. Dependem de compromisso de longo prazo, ao contrário de operações em bolsas de valores, que vão e vem de forma fugaz e descolam da economia real com frequência.