Um passo para estimular o cérebro profundamente sem cirurgia

O MIT desenvolveu uma técnica que dispensa o implante de eletrodos no cérebro.


Cérebro de cobaias: hipocampo estimulado | Imagem: Cell/MIT

Já funciona em ratos: um time de cientistas do MIT desenvolveu uma técnica de estimulação cerebral profunda sem precisar fazer operações invasivas.


Hoje em dia, para fazer estimulação cerebral profunda, é preciso uma cirurgia para colocar eletrodos no cérebro.


A experiência do MIT é promissora para pessoas com epilepsia, doença de Parkinson, síndrome de Tourette e muitos outros problemas de saúde.


A técnica, que é chamada de interferência temporal, estimula eletricamente os neurônios em profundidade de uma forma seletiva. Os neurônios são estimulados pela interferência entre múltiplos campos elétricos, sem qualquer cirurgia.


Nas experiências feitas com ratos, o hipocampo das cobaias (foto acima) pôde ser estimulado sem o que os neurônios do cortex fossem afetados.


Mais: alterando as correntes de eletrodos imóveis, diferentes padrões motores foram evocados com sucesso nos ratos, como mostra este vídeo, com o resumo de três demonstrações do MIT.


O estudo foi publicado pelo jornal Cell. Seu principal cientista, neurobiólogo Edward Boyden, adiantou para o New York Times que já está testando a técnica em pessoas saudáveis, para ver se ela funciona com humanos.


Se sim, em seguida começam as experiência com pessoas que podem se beneficiar dessa estimulação cerebral profunda.


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