• Sandra Carvalho

Jamie Oliver, o inimigo número 1 dos refrigerantes com açúcar

Ele quer que as essas bebidas sejam taxadas, para desestimular o consumo.


Oliver, ativista contra as bebidas açucaradas | Foto: cc Sandic Hotels/Wikimedia Commons

Há um movimento mundial para aumentar impostos sobre refrigerantes e outras bebidas não alcoólicas adoçadas com açúcar, a fim de conter a pandemia global de obesidade. Jamie Oliver é seu rosto mais conhecido.


Para mostrar que cobrar mais por bebidas adoçadas com açucar refreia seu consumo, ele criou uma pequena taxa de 0,10 libra (42 centavos de real) para os drinques adoçados em seus 37 restaurantes Jamie's Italian no Reino Unido.


Resultado: o consumo dessas bebidas caiu 11% nas 12 primeiras semanas e se manteve 9,3% abaixo depois de seis meses.


A experiência fez parte de um estudo de cientistas da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, publicado no Journal of Epidemiology y Community Health.


Segundo o estudo, o consumo de bebidas adoçadas está associado a obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardíacas e cáries nos dentes.


A taxa convence


A diminuição do consumo dessas bebidas, de acordo com a pesquisa, pode reduzir o peso e o ganho de peso em crianças e adolescentes.


Nos restaurantes, a taxa sobre as bebidas adoçadas não alcoólicas foi acompanhada de um redesenho do menu. De um lado, ficaram as bebidas adoçadas não alcoólicas. De outro, sucos de frutas frescos, água engarrafada e refrigerantes diet.


Os clientes também receberam explicações sobre os motivos da taxa e das mudanças.


"Nosso estudo sugere que uma pequena taxa nas bebidas adoçadas vendidas nos restaurantes, combinada com atividades complementares, pode ter o potencial de mudar o comportamento do consumidor", observou Steve Cummins, professor da Escola de Higiene e Medicina Tropical, num comunicado da faculdade.


"Pode ajudar a reduzir o consumo dessas bebidas, que estão ligadas a riscos de saúde importantes", completou.


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