• Sandra Carvalho

LGBT, LGBTQ, LGBTQIA+: qual a diferença?

As letras que se somam a LGBT refletem as novas atitudes das minorias sexuais e de gênero.


Pintura com as cores da bandeira LGBT: simbolismo universal | Foto: cc0 Steve Johson/Unsplash

A matriz de todas as siglas que giram em torno de LGBT é a palavra gay. Ela começou a se popularizar nos anos 60, em cidades americanas como Nova York e San Francisco, impulsionada pelo movimento gay.


Era um termo genérico, que abarcava todo o espectro de minorias sexuais e de gênero. Mais tarde, surgiu GLS - Gays, Lésbicas e Simpatizantes, na versão brasileira.


Conforme os movimentos dos bissexuais e transgêneros (transexuais e travestis) evoluíram nos anos 90, a sigla evoluiu para LGBT, com a inicial de lésbica passando à frente de gay, num fortalecimento das mulheres contra a discriminação. Gay passou a ter um significado mais restrito, de homens atraídos por homens.


À medida que novos movimentos de orientação sexual e identidade de gênero ascenderam, novas letras começaram a ser incorporadas a LGBT.


LGBTQ começou a ser usado há mais de 20 anos. Q é interpretado como referência a pessoas que se dizem queer ( que não são heterossexuais nem cisgender, isto é, identificadas com o sexo designado no nascimento), ou pessoas que estão se questionando sobre sua identidade de gênero ou orientação sexual.


LGBTQI já apareceu mais recentemente. I refere-se a intersexo, termo utilizado para pessoas que não se enquadram nas definições biológicas típicas de masculino ou feminino, como os hermafroditas.


LGBTQIA também é da nova safra de siglas. A representa aliado heterossexual ou assexual, uma pessoa que não sente atração sexual por outra.


Já o sinal + de LGBTQIA+ tenta dar conta das todas as outras possibilidades de identidade de gênero e orientação sexual. O que não impede que novas siglas continuem surgindo, com mais ou menos exposição.


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