• Sandra Carvalho

Lixo eletrônico engolfa o mundo ... e o Brasil

Cada brasileiro descarta 7,4 quilos de e-lixo por ano, segundo dados da ONU.


Lixo eletrônico: os países ricos são os maiores responsáveis | Foto: cc0 Michael Gaida/Pixabay

Imagine uma fila de 1,2 milhão de caminhões lotados, suficientes para preencher uma linha imaginária de Nova York, nos Estados Unidos, a Bangkok, na Tailândia, ida e volta.

O peso dessa fila de caminhões, 44,7 milhões de toneladas métricas, é o que o mundo produziu de lixo eletrônico no ano passado.

O número é do Monitor Global de Lixo Eletrônico de 2017, da Universidade da ONU. Cada brasileiro teve uma contribuição de 7,4 quilos de lixo nessa conta, ligeiramente acima da média mundial, de 6,1 quilos.

Como as médias sempre enganam, no caso do lixo eletrônico elas enganam também. Na maioria dos países africanos, o lixo eletrônico per capita gira em torno de apenas 1 quilo.

Os grandes produtores de e-lixo são os países mais ricos do mundo, que passam fácil de 20 quilos por cabeça, seja na Europa, na Oceania ou nas Américas.

Os 44,7 milhões de toneladas métricas de 2016 significam um crescimento de 8% do e-lixo em dois anos. O alarmante não é só a quantidade do lixo - mas o fato de que apenas 20% dele é comprovadamente reciclado.

Segundo o monitor global, esse lixo eletrônico tem muito valor - ouro, prata, cobre e outros materiais que valeriam 55 bilhões de dólares.

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