• Sandra Carvalho

London calling: sinto muito, Uber. Não vai dar mais

Motivo: "incapacidade" do Uber de lidar com crimes ou checar o passado dos motoristas.


Táxis de Londres: queda de braço pesada com o Uber | Foto: cc0 Pixabay

Londres desistiu do Uber. Não vai renovar a licença para seus carros operarem na cidade. A licença vence no fim deste mês.


É a vitória dos sindicatos e dos táxis pretos, que sempre se opuseram ao Uber, facilitada pelos abusos da empresa. O Uber pode apelar da decisão, e continuar funcionando até que tudo seja decidido na Justiça.


Segundo a agência municipal que cuida do assunto, Transport for London (TfL), o Uber não tem responsabilidade corporativa suficiente para lidar com queixas de crimes ou checar o passado dos seus motoristas. O TfL publicou sua decisão no Twitter.


"Oferecer um serviço inovador não pode ser às custas da segurança dos consumidores", disse o prefeito de Londres, Sadiq Khan.


Software polêmico


"Querendo banir nosso app, o TfL e o prefeito cedem a um pequeno número de pessoas que querem restringir a escolha dos consumidores", retrucou Tom Elvidge, gerente-geral do Uber em Londres.


"Esse banimento mostra ao mundo que, em vez de ser aberta, Londres é fechada a companhias inovadores que trazem mais escolhas aos consumidores."


O TfL também demonstrou preocupação com o uso do software Greyball. Oficialmente, o software é usado para evitar passageiros suspeitos de violar os termos de serviço do Uber, mas serve também evitar fiscalização de autoridades.


Segundo o Uber, cerca de 3,5 milhões de pessoas usam seu aplicativo em Londres. Os motoristas na cidade chegam a 40 mil. O Uber funciona lá há cinco anos.


De acordo com dados do próprio Uber, são 50 milhões de usuários no mundo, em mais de 450 cidades de 77 países. Globalmente, os motoristas ativos giram em torno de 2 milhões e fazem em média 10 milhões de viagens por dia.


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