• Sandra Carvalho

Luz verde reduz 60% das enxaquecas

A terapia foi desenvolvida por cientistas da Universidade do Arizona.


Luz verde tratada como droga: sem efeitos colaterais | Foto: Kris Hanning/Universidade do Arizona

A enxaqueca é uma maldição que afeta 1 bilhão de pessoas no mundo - quase um sétimo da humanidade pena com sua dor de cabeça martelante. Cientistas da Universidade do Arizona não descobriram a cura para a doença, mas uma maneira de suavizar as crises.


Uma terapia com luz verde se mostrou eficiente para reduzir 60% da intensidade da dor de cabeça e também dos dias de enxaqueca.


Para quem tem o problema, faz diferença. Aproximadamente 90% das pessoas simplesmente não conseguem funcionar normalmente durante as crises.


Os pesquisadores da UArizona testaram a terapia com 29 pacientes de enxaqueca. Numa escala de 0 a 10, os participantes do experimento relataram uma redução média da dor de 8 para 3,2.


Eles também registraram uma menor duração da dor cabeça, o que melhorou sua capacidade de dormir, fazer as tarefas do dia a dia, trabalhar e até fazer exercícios.


No experimento, 86% dos que tinham enxaqueca episódica e 63% dos que tinham enxaqueca crônica relataram um diminuição de mais de 50% dos dias de enxaqueca.


Considera-se enxaqueca episódica a que se manifesta até 14 dias por mês, e enxaqueca crônica a que acontece em 15 ou mais dias por mês.


"Nós tratamos a luz verde como se fosse uma droga nesse ensaio clínico" , observou Mohab Ibrahim, professor da Faculdade de Medicina da UArizona e o principal autor do estudo. "Não é qualquer luz verde. Tem de ser da intensidade certa, frequência certa, exposição certa e métodos de exposição certos."


O estudo foi publicado no jornal Cephalalgia, da Sociedade Internacional de Dor de Cabeça.


"A despeito de avanços recentes, o tratamento de enxaqueca ainda é um desafio", comentou Amol Patwardhan, outro autor do artigo. O uso de uma terapia não farmacológica como a luz verde é uma tremenda ajuda aos pacientes que não querem tomar remédio sempre ou para quem os remédios não funcionam."


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