• Sandra Carvalho

Máscara de seda é melhor que de algodão, diz estudo

Seda evita umidade e barra melhor coronavírus, sugere pesquisa americana.


Máscaras testadas em laboratório da Universidade de Cincinnati | Foto: Joseph Fuqua || /UC Creative+Brand

Depois das máscaras N95 e das máscaras cirúrgicas, a melhor alternativa são as máscaras de seda, mais eficientes que as de tecido sintético ou de algodão para manter o coronavírus longe.


Quem defende as máscaras de seda são pesquisadores da Universidade de Cincinnati (UC), de Ohio. Eles argumentam que a seda é confortável, facilita a respiração, evita a umidade e ainda tem naturalmente propriedades antibacterianas e antivirais.


Um dos pontos fortes da seda seria incorporar cobre, que estudos recentes têm apontado como capaz de matar vírus ao contato. O bicho-da-seda domesticado incorpora cobre através da dieta, ao comer folhas de amoreiras.


"Algodão captura umidade como uma esponja", observa o biólogo Patrick Guerra, que lidera os estudos sobre máscaras da UC. "A seda, além de respirável, é mais fina que o algodão e seca realmente rápido."


Os pesquisadores argumentam que se uma máscara é feita de várias camadas de seda pode impedir que gotículas e aerossóis com coronavírus penetrem e sejam absorvidas.


Os cientistas testaram vários tecidos de seda, algodão e poliéster em laboratório para ver qual era mais efetivo como barreira para água, por causa das gotículas e dos aerossóis.


Eles compararam a grossura, a porosidade e o diâmetro do fio dos tecidos. A seda venceu o teste com suas qualidades hidrofóbicas. O estudo foi publicado no jornal PLOS ONE.


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