• Sandra Carvalho

Matança dos golfinhos: europeus tingem o mar de sangue

No total, 1.428 golfinhos foram massacrados num espetáculo bárbaro nas ilhas Faroé.


Golfinhos massacrados
Resultado do massacre na praia: crueldade exposta | Foto: Sea Shepperd

Nas ilhas Faroé, um território da Dinamarca no Oceano Atlântico Norte, é tradição de séculos matar baleias e golfinhos em caçadas coletivas chamadas de Grindadráp. Este ano, 1.428 golfinhos-de-faces-brancas foram massacrados no dia 12 de setembro.


Desde 1940 não se via um espetáculo tão brutal de matança gratuita de golfinhos. Naquele ano, o Grindadráp atingiu 1.200 animais.


Normalmente a carne das baleias e golfinhos é consumida pelos moradores das ilhas Faroé, cerca de 52 mil pessoas. Mas a matança foi tão grande este ano que não há como utilizar tantos animais de uma vez só. Boa parte vai terminar no lixo.


Somando os 1.428 golfinhos abatidos agora com as 615 baleias-piloto de barbatana longa caçadas este ano, a ilha Faroé matou 2.043 cetáceos em 2021.


Segundo a organização conservacionista Sea Shepperd, muitos golfinhos foram atropelados por barcos a motor e cortados por hélices, sofrendo uma morte lenta e dolorosa.


“Considerando os tempos em que vivemos, com uma pandemia global e o mundo parando, é absolutamente espantoso ver um ataque à natureza dessa escala nas Ilhas Faroé”, disse o capitão Alex Cornelissen, presidente global da #SeaShepherd.


“Se aprendemos alguma coisa com esta pandemia", ele argumentou, "é que temos que viver em harmonia com a natureza, em vez de eliminá-la.”


Baleias mortas
Crianças brincam com baleias mortas nas ilhas Faroé em 2018 | Foto: Sea Shepherd/UK

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