• Sandra Carvalho

Meditação transcendental reduz stress, mudando o cérebro

Pesquisadores italianos mediram as consequências cerebrais de 3 meses de meditação.


Meditação: pesquisa italiana | Foto: cc0 Matteo di Iorio/Unsplash

A sensação de bem-estar descrita por praticantes de meditação transcendental é conhecida há muito tempo. O que se descobriu agora é que essa sensação se liga a mudanças bem específicas no cérebro.


Cientistas da Escola IMT de Estudos Avançados Lucca, da Toscana, mostraram que a prática de meditação transcendental durante três meses reduz significativamente o stress e a ansiedade das pessoas.


Essa redução, afirmam, está associada a uma mudança nas conexões entre diferentes áreas do cérebro que ajudam a modular as emoções e os estados afetivos, como o lobo parietal esquerdo, ínsula e precuneus.


Os pesquisadores definem meditação transcendental como um processo mental de transcender usando um mantra silencioso.


Eles usaram ressonância magnética funcional (fMRI, na sigla em inglês) para estudar as alterações no cérebro. Também utilizaram questionários psicométricos para medir os níveis de stress e ansiedade dos participantes do estudo.


Compararam dois grupos de jovens: o primeiro fez duas sessões de 20 minutos de meditação transcendental por dia durante três meses e o segundo manteve sua rotina inalterada.


Ao cabo desse período, o stress e a ansiedade tinham diminuído bastante no primeiro grupo, mas se mantinham inalterados no segundo. As mudanças no cérebro também só foram observadas no primeiro grupo.


A pesquisa foi publicada no jornal Brain and Cognition. Não se trata de um estudo realmente independente, porque foi financiado em parte pela Fundação David Lynch, criada pelo cineasta. Lynch é um divulgador e praticante veterano de meditação transcendental.


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