Minions, da fofura ao deboche

Eles passaram de figurinhas hilariantes a sinônimo de escracho no Brasil e no mundo.


Minions: sempre a fim de um supervilão, com um ou dois olhos | Imagem: reprodução/YouTube

Os Minions estouraram como os personagens de desenho animado mais divertidos da franquia Meu Malvado Preferido, quase 10 anos atrás.


Com o tempo, foram cansando, e seu lado esquisito foi se sobrepondo. Loucos para seguir supervilões, falando uma língua quase incompreensível, sempre mandaram um recado só: bananas.


O dinheiro que eles ajudaram os três filmes da franquia Meu Malvado Preferido a ganhar não é brincadeira: quase 4 bilhões de dólares nos cinemas no mundo todo. Sem contar mais 1,6 bilhão que eles fizeram com seu próprio spinoff, Minions. (E vem outro aí em 2020).


No comeco, público e crítica adoraram os filmes. Depois, a maior parte da crítica tirou o corpo fora, e o entusiasmo do público murchou.


Com essa evolução, a palavra minion foi ganhando um sentido mais pejorativo. É assim que às vezes no jornal New York Times alguém se refere aos ministros do presidente Trump como Minions.


Críticos do Facebook chamam de minions os assessores de seu CEO, Mark Zuckerberg.


No Brasil, o termo bolsominion (Bolsonaro + minion), que designa um seguidor do presidente Jair Bolsonaro, se tornou um dos insultos preferidos da oposição. Em voltagem emocional, equivale ao mortadela que os bolsonaristas dedicam aos petistas.


A palavra, minion, não nasceu com o desenho animado nem com a cultura pop. Vem do século 16, na França, de mignon (charmoso, gentil). De lá migrou para o inglês, onde foi adquirindo novos sentidos.


Hoje o Dicionário Cambridge define minion como uma pessoa subalterna, que tem de cumprir ordens de outras.


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