• Sandra Carvalho

Calma com o ovo: excesso pode levar a diabetes

O perigo começa partir de 7 ou mais ovos por semana, segundo novo estudo australiano.


Ovos: mais uma vez na mira dos médicos | Foto: cc0 Tengyart/Unsplash

O ovo entra e sai da berlinda dos médicos há décadas, alternando papéis de herói ou vilão. O último alerta vem da Universidade do Sul da Austrália (UniSA), que detectou um risco maior de diabetes para quem come muito ovo.


O risco está longe de ser insignificante. Segundo os cientistas da UniSA, quem come um ou mais ovos por dia ( 50 gramas) aumenta 60% o risco de diabetes.


Os pesquisadores trabalharam em parceria com a Universidade Médica da China (CMU) de Shenyang, e a Universidade do Catar (QU), estudando dados da população chinesa adulta de 1991 a 2009. Foram analisados casos de 8.545 pessoas com idade média de 50 anos.


Nesse período, o consumo chinês de ovos passou de 16 gramas para 31 gramas por dia, maior do que na Ásia (20,6 g/dia), mas menor do que na Europa (33,6 g/dia).


Atualmente, o percentual de chineses diabéticos já passa de 11%, acima da média global de de 8,5%. Os custos relacionados à condição já superam 109 bilhões de dólares por ano no país.


"Nas últimas décadas na China muita gente se afastou de uma dieta tradicional de grãos e vegetais, aderindo a uma dieta com mais alimentos processados e maior quantidade de carne, salgadinhos e comidas altamente calóricas", observou o epidemiologista Ming Li, da UniSA. "Ao mesmo tempo, o consumo de ovos cresceu firmemente, dobrando de 1991 a 2009".


O estudo tomou como base exames de glicemia em jejum. Segundo a pesquisa, chineses que comiam ovos regularmente há bastante tempo (mais de 38 gramas por dia) tinham 25% mais risco de desenvolver diabetes.


O risco aumentava até chegar a 60% com um ovo ou mais por dia (50 gramas) , sendo mais pronunciado nas mulheres do que nos homens.


O estudo foi publicado no British Journal of Nutrition.


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