• Sandra Carvalho

Mulher é mais generosa que o homem, e o cérebro prova isso

É o que dizem neurocientistas da Universidade de Zurique


Mulher: neurônios sugerem maior generosidade | Foto: Christopher Campbell/Unsplash

Então a mulher é mesmo mais generosa e menos egoísta que o homem, como supõe a imaginação popular?


Neurocientistas da Universidade de Zurique (UZH) , na Suíça, acham que sim, atiçando fogo numa polêmica infindável.


Eles fizeram um estudo de imagem dos neurônios do cérebro e outro estudo farmacológico que suportam essa hipótese.


O trabalho foi conduzido no Laboratório de Pesquisas de Sistemas Neurais e Sociais do Departamento de Economia da universidade.


A pesquisa foi publicada ontem no jornal Nature Human Behaviour.


No estudo de imagem do cérebro, eles constataram que o estriado, responsável pela avaliação de recompensas, foi ativado mais fortemente em mulheres durante decisões generosas do que em decisões egoístas.


Nos homens, as decisões egoístas ativaram mais o estriado.


Diferenças não são inatas


No estudo farmacológico, eles desmontaram de propósito o sistema de avaliação de recompensas através da droga amissulprida, reduzindo os níveis de dopamina, neurotransmissor ligado ao processamento de recompensas.


Nessas condições, as mulheres se comportaram de forma mais egoísta e os homens, de forma mais generosa.


"Estudos futuros precisam levar mais a sério as diferenças de gênero, afirmou um dos cientistas, Alexander Soutschek, num comunicado da UZH.


Segundo Soutschek, essas diferenças são evidentes no nivel biológico, mas nem por isso deve-se supor que são inatas.


"Os sistemas de recompensa e aprendizado dos nossos cérebros trabalham em cooperação próxima", argumenta. "Garotas são elogiadas por comportamento generoso, o que implica que o sistema de recompensa delas aprende a esperar uma recompensa por um comportamento generoso e não egoísta."


O resultado? "As diferenças de gêneros podem ser melhor atribuídas a diferentes expectativas culturais depositadas em homens e mulheres", complementa Soutschek.


#Cérebro #Dopamina #Generosidade #Homens #Mulheres #Neurociência #UZH