• Sandra Carvalho

Nem os dinossauros escaparam do câncer

Cientistas encontraram evidências da doença num centrossauro do Canadá.


Centrossauro: dino que viveu entre 76 e 77 milhões de anos atrás | Imagem: cc 4.0 Fred Wierum/Wikimedia Commons

Os dinossauros têm algo até agora insuspeito em comum com os humanos: câncer. Cientistas acabam de documentar a doença num fóssil encontrado nos anos 80 no Canadá. O dino em questão é o centrossauro, um herbívoro que viveu entre 76 e 77 milhões de anos atrás.


A descoberta é de pesquisadores do Museu Real de Ontario (ROM) e da Universidade McMaster, de Hamilton, Ontário. O câncer, detectado numa das pernas do centrossauro, é o osteossarcoma. As indicações são de uma doença agressiva em estágio avançado.


Os cientistas notaram que a fíbula do centrossauro (Centrosaurus apertus) tinha sinais incomuns, e resolveram investigar com técnicas atuais. O osso passou por tomografia de alta resolução e foi examinado por microscópios por uma equipe multidisciplinar até que se chegou ao diagnóstico de osteossarcoma.


O dinossauro em questão provavelmente não morreu do câncer, mas de uma inundação que matou um grupo enorme de centrossauros, segundo sugere uma ossada massiva dos dinos encontrada num único lugar.


Sem a proteção desse grupo, imaginam os pesquisadores, o dinossauro com câncer teria vivido menos, porque se tornaria uma presa fácil de seu terrível predador, o tiranossauro.


O estudo foi publicado no jornal The Lancet Oncology.


Reconstituição do osso do centrossauro afetado | Reprodução MacMaster/Brighter World

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