• Sandra Carvalho

Nepotismo, mau hábito cultivado há séculos

Premiar parentes com cargos privilegiados é prática em boa parte do mundo.


Ilustração: cc0 Gerd Altmann/Pixabay

A palavra nepotismo apareceu no século 17, na Itália, para descrever o favoritismo dos papas em relação aos sobrinhos.


Os papas protegiam descaradamente seus parentes com cargos e favores especiais desde o papado de Sisto IV: virou uma tradição privilegiar os sobrinhos para ter aliados nos postos certos na disputa interna de poder da Igreja Católica.


Nepotismo vem de nepote, uma variação do século 17 para nipote, sobrinho, em italiano.

Hoje, nepotismo tem um significado mais amplo - favorecer parentes em postos privilegiados.


É um mau hábito que prospera sem freios nos governos autoritários.


O tema foi muito discutido no Brasil no ano passado porque o presidente Jair Bolsonaro tentou indicar seu filho 03, Eduardo Bolsonaro, deputado federal, para embaixador nos Estados Unidos.


Nesse aspecto, ele seguiu o rei Salman, monarca absolutista da Arábia Saudita, que já nomeou um filho e uma princesa da família real para o posto.


Outro paizão é Donald Trump, o presidente americano, que pôs a filha Ivana Trump como assessora especial. Nessa condição, ela tem entrada em negociações com os políticos mais importantes do mundo.


O nepotismo tem raízes profundas no Brasil, mas é proibido pela Constituição, segundo a Controladoria Geral da União. O motivo: fere os princípios da igualdade, moralidade e impessoalidade.


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