• Sandra Carvalho

No mundo das startups, o Brasil pega uma rabeira

São Paulo consegue entrar entre os 30 principais ecossistemas de startups do mundo.


San Francisco: o Vale do Silício está sempre à frente, mas não sozinho | Foto: cc0 Corleone Brown/Unsplash

As startups deixaram há um tempão de ser um refúgio de ideias malucas para se tornar um grande negócio, quase como qualquer outro. No ano passado, os investidores distribuíram 300 bilhões de dólares entre elas ao redor do mundo.


É a corrida dos capitalistas de risco atrás das startups com potencial para se tornar um unicórnio de 1 bilhão de dólares. O Brasil pega uma rabeira nesse mundo de financiamento abundante.


No ranking dos 30 principais ecossistemas de startups do mundo, feita pela consultoria independente Startup Genome, de San Francisco, entrou uma cidade brasileira: São Paulo.


Em trigésimo-lugar, mas à frente de centros importantes como Munique, Delhi, Copenhague e Montreal, e ainda colada a Hong Kong, que ficou em 29º lugar.


Nesse levantamento, São Paulo se saiu bem em performance (nota 6, mais alta que a de Cingapura ou Paris), mas tropeçou justamente em funding, o oxigênio para quem tem ideias originais e competência mas saldo bancário ralo. Em funding, levou 1.



A Startup Genome examinou dados de mais de 1 milhão de startups em 150 cidades. Segundo seu estudo, está havendo uma certa democratização dos investimentos em startups de tecnologia pelo mundo.


Em 2013, havia apenas 4 lugares no globo que poderiam ser considerados ecossistemas de startups, com uma preponderância avassaladora do Vale do Silício. Hoje, já são 84.


A consultoria nem prevê que surja um novo Vale do Silício, mas dezenas deles, líderes regionais (como São Paulo e Jacarta, na Indonésia) ou líderes por performance de classe mundial, como Shenzhen, na China, com seu domínio de manufatura avançada e robótica.



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