• Sandra Carvalho

Ranking da democracia em 2021: Brasil em 47º lugar

O índice Economist da democracia só encontrou 21 democracias plenas no mundo.


Oslo
Oslo, na Noruega: o país tirou 10 em processo eleitoral e cultura política | Foto: cc0 Gunnar Ridderstrom/Unplash

Os países europeus quase monopolizam os 10 melhores lugares no Índice da Democracia 2021 da Economist, que acaba de sair. Só três países furaram essa barreira: Nova Zelândia e Austrália, na Oceania, e Taiwan, na Ásia.


O país mais democrático de todos, de acordo com esse ranking #Economist, é a Noruega, que só tira notas 10 e 9 em tudo - processo eleitoral, pluralismo, funcionamento do governo, participação política, cultura política e liberdades civis.


O Brasil fica em 47% lugar, com uma ótima nota em processo eleitoral e pluralismo (9) mas desempenho medíocre em outros itens (7 em liberdades civis, 6 em participação política e 5 em funcionamento do governo e cultura política.



O Índice da Democracia em 2021 examina 165 países independentes e dois territórios, ignorando os microestados. Sua conclusão é que menos de 50% da humanidade hoje vive em regimes democráticos, com o autoritarismo ganhando músculo em muitos lugares.


O índice divide os países em quatro grupos: democracia plena (só 21 países) democracia falha (53, entre os quais o Brasil) regimes híbridos (34) e regimes autoritários (59, a maioria).


Apenas dois países latino-americanos conseguiram entrar no grupo da democracia plena (Uruguai e Costa Rica).


No grupo da democracia falha, o Brasil ficou bem acompanhado, ao lado da França, Israel, Chile, Espanha, Estados Unidos, Portugal, Itália...


Os piores lugares do ranking ficaram com ditaduras asiáticas e africanas como as do Afeganistão, Mianmar, Coreia do Norte, Congo (RDC) e República Centro-Africana (RCA).


A China, que recebeu as maiores críticas no ranking deste ano, ficou com uma pontuação ínfima (nota 2,21), em 148º lugar, no grupo dos regimes autoritários.


A Rússia, que parece prestes a invadir a Ucrânia, se saiu ligeiramente melhor, com nota 3,23, em 124º lugar, no mesmo grupo dos regimes mais fechados.


Pelo menos no ranking Economist, a Ucrânia levou a melhor, com nota 5,53, em 86º lugar, empatada com o México, entre os países de regime híbrido.


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