• Sandra Carvalho

Nomofobia, o pavor de ficar sem celular

A bateria acabou? Roubaram o telefone? Isso é um estresse para dependentes do aparelho.


Celular na mão na rua: para evitar crise de abstinência? | Foto: cc0 Kevin Grieve/Unsplash

A nomofobia é o medo exagerado de ficar sem celular ou por qualquer razão não poder usar o aparelho. Pode atacar, em princípio, qualquer uma das 5,1 bilhões de pessoas que usam o celular no mundo.


É semelhante aos vícios em games e redes sociais. Como qualquer vício, causa ansiedade e estresse se é interrompido, voluntariamente ou não.


Nomofobia foi a palavra do ano em 2018, segundo o Dicionário Cambridge. A origem da palavra não é nada científica: é a junção abreviada, em inglês, de no + mobile (celular móvel) + phobia (medo doentio).


O termo nomofobia foi usado pela primeira vez em 2008 por uma empresa de pesquisa, YouGov, que fez uma enquete sobre o uso de celulares com o público britânico, para o correio do Reino Unido.


Com mais celulares do que gente no Brasil (são 228 milhões de linhas móveis para 211 milhões de pessoas), o país é um celeiro de nomofóbicos em potencial.


Basta ver os números da empresa de tecnologia Hootsuite: 92% assistem vídeos no celular, 91% usam messengers como WhatsApp e 77% jogam games - todas atividades que criam hábitos viciantes.


As consequências da dependência excessiva do celular são negativas, como era de se esperar. Um estudo da Universidade de Illinois (U of I) mostrou que o vício em tecnologias móveis pode causar ansiedade e depressão em estudantes universitários.


Uma prática comum entre nomofóbicos é o phubbing, o hábito de se fixar no celular e ignorar as pessoas próximas - que costuma causar afastamento dos amigos e da família.


#Ansiedade #Celulares #Estresse #Fobias #Phubbing #UofI #Vícios