• Sandra Carvalho

Num ano terrível, Copenhague ganha um museu da felicidade

A ideia é jogar uma luz sobre bem-estar e ensinar técnicas que prometem uma vida mais feliz.


Entrada do Museu da Felicidade, no centro de Copenhague | Foto: Museu da Felicidade

Na contracorrente da Zeitgeist, o espírito do tempo, o Museu da Felicidade abriu as portas no número 19 de uma rua tranquila do coração de Copenhague, a Admiralgade.


O propósito é ajudar as pessoas a entender nada menos que a essência da felicidade e do bem-estar com experiências interativas e palestras com toques de ciência, história, política e perguntas intrigantes sobre o futuro.


O museu é uma cria do Instituto de Pesquisa da Felicidade, conhecido por seu ranking dos países mais felizes (a Finlândia fica em primeiro lugar, e a Dinamarca, em segundo).


"Podemos ser dinamarqueses, mexicanos, americanos ou chineses, mas somos pessoas em primeiro lugar", comentou Meik Wiking, presidente do instituto, à BBC. "Não importa onde você esteja, as mesmas coisas levam à felicidade, e espero que as pessoas possam ver isso nas exibições do museu."


Uma das salas do museu é um laboratório que explica a fisiologia da risada. Outra exposição explora o conceito de hygge, palavra dinamarquesa que designa ambientes aconchegantes e confortáveis, a sensação de segurança e bem-estar, a convivência com a família e os amigos e também momentos de sossego a sós.


O Museu da Felicidade propaga técnicas de psicologia positiva que sua equipe acredita que aumentam a resiliência a problemas e diminuem as chances de depressão, um mal que atinge hoje 300 milhões de pessoas em todo o mundo.


Segundo o museu, 40% das chances de felicidade estão na mão das pessoas, e felicidade é uma habilidade que se pode aprender. Há no museu até um curso sobre a ciência da felicidade, com diploma no final: Certified Museum of Happiness Facilitator.


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#Copenhague