• Sandra Carvalho

O Ártico russo está indo para o beleléu

O gelo que vira água na região pode encher 5 milhões de piscinas olímpicas por ano.


Baía Krenkel, ilha Komsomolets, no arquipélado Severnaya Zemlya: perdas gigantes | Foto: cc 3.0 Ansgar Walk/Wikimedia Commons

Os arquipélagos Novaya Zemlya e Servanya Zemlya, do Ártico russo, perderam 11,4 bilhões de toneladas de gelo por ano entre 2010 e 2018. A água das geleiras e calotas polares que derreteram seria suficiente para encher 5 milhões de piscinas olímpicas a cada 12 meses.


Essa estimativa foi feita por cientistas da Universidade de Edimburgo (#UniversidadedeEdimburgo), na Escócia, com base em dados do satélite CryoSat-2, da Agência Espacial Europeia (ESA), num estudo sob o impacto do aquecimento do Oceano Ártico.


Considerando os nove anos de perda, o gelo desfeito daria para colocar os Países Baixos inteiros sob dois metros de água, de acordo com os pesquisadores.


A área dos arquipélagos Novaya Zemlya e Servanya Zemlya chega a 50 mil milhas quadradas. Nessa região, as calotas polares, que são muito maiores que as geleiras e se estendem por centenas de metros, ocupam 8 mil milhas quadradas. Algumas armezenam gelo com 12 mil anos de idade, testemunhas insubstituíveis do clima ártico.


O estudo foi publicado no Journal of Geophysical Research: Earth Surface.


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